Bebida Alcoólica e Cigarro – Visibilidade Zero

Vítimas

Todos os Participantes são Vítimas

Do ponto de vista espiritual, todos os participantes do processo que envolve as bebidas alcoólicas e o cigarro são vítimas.

  1. os produtores das matérias-primas para a fabricação dessas drogas
  2. os fabricantes delas
  3. os distribuidores dessas drogas
  4. os proprietários dos locais de venda
  5. as agências de publicidade que fazem a sua divulgação
  6. as pessoas dos meios de comunicação que divulgam essas drogas em seus veículos
  7. os usuários delas
  8. os políticos, que poderiam proibir definitivamente a sua publicidade (enquanto ainda não conseguimos proibir a sua fabricação), mas que são, alguns, também, usuários ou coniventes com o seu comércio ou “não querem se incomodar”.

Sob o ponto de vista de responsabilidade pelos nossos atos equivocados e irresponsáveis, pela consequência de nossas ações prejudiciais aos outros, com os retornos futuros, todas as pessoas envolvidas com cigarro e com bebidas alcoólicas estão enquadradas na Lei Divina e arcarão com esse comprometimento.

Talvez os usuários sejam os menos responsabilizados pelos seus atos, serão apenas considerados suicidas. Os seus pais, talvez, deram um mau exemplo e/ou permitiram que sofressem a lavagem cerebral da nossa sociedade, que transforma o errado em “habitual” e o prejudicial em “normal”. Mas os produtores de matéria-prima, os fabricantes dessas drogas, os distribuidores e os vendedores dela, as pessoas que trabalham nas agências de publicidade e nos meios de comunicação que glamourizam e incentivam o seu uso, e os políticos omissos ou coniventes, serão responsabilizados pela Justiça Divina pelas doenças, pelos acidentes, pelas mortes que ocorrem pelo seu uso.

A Lei Divina, que é o Amor por todos os seus filhos, a Justiça pelo que lhes fizeram, entende, mas não releva, aceita, mas não justifica, perdoa, mas não suprime o infrator de pagar pelos seus crimes, e a sentença vem na forma de consequências futuras.

Por isso, todos os participantes dessa maldade são vítimas, embora muitos se acreditem inteligentes por ganharem dinheiro com isso, outros encontrem as mais variadas desculpas para justificar os seus atos, e muitos nem acreditem no que estou aqui afirmando, achando tudo isso uma grande bobagem. E por que são vítimas? Porque foram iludidos por uma concepção materialista, terrena, completamente equivocada sob todos os pontos de vista, de que cigarro e bebida alcoólica são produtos legais, de que “isso pode”, e então pode produzir matéria-prima, pode fabricar essas drogas, pode distribuir, pode divulgar, pode vender. Por um mecanismo psicológico chamado “Negação”, uma pessoa que atua em qualquer uma dessas áreas não acha que está fazendo algo errado, afinal de contas, é uma atividade legal, que gera empregos e sustenta famílias, que traz riquezas e que capta impostos.

Espiritualmente falando, a fabricação de cigarro e de bebida alcoólica é legalizada pela lei dos homens, mas e pela Lei de Deus? O Divino tudo permite, existe o livre-arbítrio, mas também existe o Livro do Destino de cada um de nós, onde tudo fica registrado, e o que estará anotado no Livro dessas pessoas envolvidas com essas drogas? O que dirão para a sua Consciência quando terminar essa vida e defrontarem-se consigo mesmos? Bastará a justificativa utilizada aqui na Terra, de que era legal, de que era permitido? A sua Consciência lhes perguntará: “Você não sabia que era droga? Não sabia que viciava, que adoecia e que matava os seus irmãos?”. E como se sentirão ao ler no seu Livro os nomes das pessoas que viciaram, que adoeceram, que morreram precocemente, que mataram ou que se mataram? E o seu número é de milhões.

E, então, quem acha que está ganhando alguma coisa com isso, dinheiro ou o que o dinheiro pode comprar, na verdade, espiritualmente, está perdendo, pois está colaborando para drogar, viciar, envenenar, adoecer, mutilar e matar milhões de pessoas! E como isso pode ser considerado um lucro? O uso do cigarro e das bebidas alcoólicas mata mais pessoas do que as guerras. Alguém é a favor de guerras? Então como pode trabalhar em alguma fase de um processo cuja finalidade é a produção e o uso de produtos que matam mais do que elas?

E todas essas pessoas que participam do ciclo da produção, da fabricação, da difusão, da divulgação, da venda e do uso dessas drogas, apenas porque são consideradas lícitas e legalizadas pela lei dos homens, colocam a sua cabeça no travesseiro e dormem, são bons pais e boas mães de família, são bons amigos, e até muitas vezes pessoas espiritualizadas, pessoas religiosas, mas participam desse verdadeiro crime contra a humanidade, em nome do dinheiro, ou de ter um emprego, e muitos não são usuários e são até contrários ao seu uso, enganando a si mesmos com a desculpa de que “Se é legalizado, se é permitido, então eu posso trabalhar nisso”, ou “Não é culpa minha, fuma quem quer, bebe quem quer”, ou “É um emprego, uma atividade como outra qualquer”.

Algumas sugestões baseadas na Indignação Pacífica:

  1. 1. Os produtores de matérias-primas para as bebidas alcoólicas não mais venderem o seu produto para as fábricas.
  2. Os produtores de fumo encerrarem definitivamente a sua produção e começarem a plantar alimentos.
  3. As empresas encarregadas de distribuir cigarro e bebida alcoólica pelo Brasil afora negarem-se a transportar esses produtos.
  4. As agências de publicidade negarem-se a divulgar cigarro e bebidas alcoólicas.
  5. Os meios de comunicação negarem-se a fazer propaganda dessas drogas.
  6. Os locais de venda negarem-se a vender cigarros e bebidas alcoólicas.
  7. Os pais pararem de beber e fumar imediatamente, explicarem para seus filhos e não mais permitirem que assistam programas e filmes na televisão que, através da violência, da sexualidade e dos besteiróis, incentivam a drogadição, romperem contratos com empresas que veiculem filmes e programas desse tipo.
  8. Os usuários dizerem “Chega, me enganaram esse tempo todo, não me enganam mais. Eu vou cuidar de mim, do meu Templo e do meu Espírito!”.
  9. Os políticos recordarem que são pais e, como se fossem “nossos pais”, começarem a ser coerentes e a lutarem pelo fim da publicidade dessas drogas em qualquer veículo, ou seja, proibir a divulgação desses venenos. E mais adiante todos lutarmos para proibir a sua fabricação!

Enfim, todos nós podemos dizer “Não!” a esse crime contra a humanidade, começando por nós mesmos e seguindo essa atitude na nossa atividade profissional, se ela estiver envolvida no ciclo de produção, distribuição, divulgação e venda dessas drogas. Mas acredito que poucos farão isso. Por quê? Porque cigarro e bebida alcoólica “pode”. Um produtor de fumo plantaria maconha? Um distribuidor de cigarro distribuiria cocaína? Por que não? Uma agência de publicidade criaria propagandas fantásticas, concorrendo ao prêmio de Melhor Agência do Ano, para o crack? Se faz isso para as drogas que mais adoecem e matam pessoas, como o cigarro e a bebida alcoólica, porque não para o crack? Um jornal colocaria anúncios de ecstasy? Qual a diferença?